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15/06/2008

Como criar e colocar um ícone de navegação em seu site

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Crie e coloque um ícone de navegação no seu site

Você já reparou que algumas páginas da internet apresentam um ícone diferente ao lado do endereço da página? Veja por exemplo, o site do UOL que possui o seu logotipo naquele local

Se você possui um site poderá criar um ícone personalizado baseado em alguma imagem que você tem armazenada no seu micro.

O FavIcon from Pics é um serviço on-line que permite a criação desses ícones. Para produzi-los, basta entrar no site:

 http://www.chami.com/html-kit/services/favicon/

Lá, deve-se clicar no botão Arquivo ou File que fica ao lado do campo Source Image e selecionar uma imagem que esteja gravada no seu micro.

Em seguida, o usuário precisa clicar no botão Generate FavIcon.ico.

Depois de criado, basta clicar no botão "Download" para baixar o resultado ou, se desejar, pode usar o teste instantâneo, que mostra o ícone produzido em uma página real da web. Para tal clique no botão “Test in Browser”.

Para adicionar o ícone criado ao seu site faça o seguinte: Clique no botão "Download FavIcon". Especifique um local para salvar o arquivo zipado. Depois de extrair o seu conteúdo, copie o arquivo favicon.ico para o local onde sua página web está armazenada e inclua o seguinte código HTML na página.

</head >
< link rel="shortcut icon" href="favicon.ico">
< /head >

Se você não é o responsável pela manutenção do site, envie esse código e a imagem gerada para quem faz a atualização da página.

José Antonio Ramalho é escritor, jornalista e fotógrafo. Publicou 102 livros sobre tecnologia, mitologia grega e fotografia, traduzidos para o inglês, espanhol, polonês, indonésio e chinês. Ganhou dois prêmios de jornalismo técnico.

E-mail: canalaberto@uol.com.br


Fonte: Folha de São Paulo online informática (11/06/2008)




08/06/2008

Como medir a velocidade de sua banda larga

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Você sabe qual é a velocidade da sua banda larga?

Tatiana Schnoor - 06/06/2008 - 18:04

Kilo ou Mega, bit ou byte. Qual é a velocidade da banda larga fixa usada na sua residência?

As siglas aplicadas para medir o volume de dados e a capacidade de tráfego na Internet causam confusão entre muitos usuários. Prova disso é que 16% dos lares brasileiros com conexão rápida não sabem a taxa contratada para acessar a Web, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2007 do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

A falta de informação sobre o serviço é um dos fatores que contribuem para o crescimento das reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. No ano passado, a banda larga ocupou o quinto lugar no ranking de queixas do Procon de São Paulo por descomprimento dos serviços. Para não engrossar as estatísticas de descontentamento; nem perder tempo nas centrais de atendimento ao consumidor, aprenda a medir a velocidade da sua banda larga.

Ao contratar uma conexão de Web veloz, confira qual é a quantidade de dados prevista no plano e a velocidade de tráfego das informações pela rede. Verifique, inclusive, as taxas de download e upload, pois elas são diferentes.

"Essas são dúvidas muito comuns. O usuário em geral acha que a velocidade usufruída é inferior à contratada", diz Ricardo Sanfelice, gerente de marketing de produtos da GVT. Quando as empresas anunciam pacotes com tamanhos de Megas variados, isso significa a quantidade de dados que vão trafegar pela rede. Já a velocidade é expressada em segundos. Por exemplo, Kilobit é diferente de kilobit por segundo. O mesmo acontece com o Megabit, que não é a mesma coisa de Megabit por segundo.

Sopa de letrinhas

As siglas ajudam a identificar as diferenças. Kilobit é (Kb) e Kilobit por segundo é Kbps. O mesmo vale para a denominação com velocidades superiores, Mega - Megabit (Mb) e Megabit por segundo (Mbps). Essas unidades são baseadas na linguagem binária do Bit (BInary digiT). Um conjunto de 8 bits reunidos como uma única unidade forma um Byte.

Há termos para referir-se a múltiplos de bits usando padrões prefixados, como kilobit (kb), megabit (Mb) e gigabit (Gb) - com "b" minúsculo -, diferente de byte que utiliza um "B" maiúsculo (kB, MB, GB). Essas formas são usados para definir quantidade de informação.

Já quando se trata de velocidade de transmissão, entra em cena o segundo (velocidade por segundo). Soma-se às siglas Kb, Mb ou KB e MB as letras "ps" (por segundo). Daí vem Kbps (Kilobit por segundo); KBps (Kilobyte por segundo) ou Mbps (Megabit por segundo) e MBps (Megabyte por segundo). O Kilobyte por segundo é oito vezes maior que o Kilobit por segundo. (Confira na tabela abaixo os valores correspondentes).

"É preciso observar com cuidado o tipo de serviço a ser contratado para evitar decepções futuras", aconselha Marta Aur, técnica de proteção e defesa do consumidor do Procon de São Paulo. Ricardo Sanfelice, da GVT aconselha, inclusive, ao internauta a identificar como ele irá usar a Web. "O perfil do usuário de Internet mudou. Antes, as pessoas baixavam mais conteúdo do que subiam. Agora, elas participam mais, fazem mais upload em sites colaborativos", ressalta.

Taxas de velocidade

As taxas de velocidade variam de acordo com o tipo de conteúdo solicitado. A prestadora garante rapidez na comunicação da casa do usuário até a Internet. Daí para frente existem fatores da própria rede que vão influenciar, como a localização do servidor onde o conteúdo está guardado.

Imagine baixar um vídeo hospedado em um servidor na Rússia que não garante taxas altas de tráfego. Isso vai influenciar no tempo do seu download, segundo explica Sanfelice, da GVT. Devido a esses fatores, as prestadoras garantem percentuais míninos e máximos de velocidades nominais em função do pacote comprado.

Planos

As prestadoras de serviços de banda larga costumam oferecer conexão o termo Mega. Ele refere-se à quantidade máxima de dados que vão trafegar pela rede. Já a taxa de transmissão dessas informações é referenciados em segundos.

O plano Speedy de 1 Mega da Telefônica, por exemplo, oferece velocidade de download de 1 Mbps (Megabit por segundo) e de upload é de 300 Kbps. O Turbonet de 3 Mega da GVT dispõe 3 Mbps para baixar conteúdo e 750 Kbps para subida de dados.

No pacote da Net Virtua de 2 Mega, por exemplo, a velocidade de download é de 2 Mbps e a de upload é de 300 Kbps. Já no Velox de 1 Mega da Oi, as taxas de descida de dados são de 1024 Kbps e de subida é de 300 Kbps.

Diferenças entre velocidades de download e upload

A tecnologia de Internet banda larga mais usada no País é a ADSL (Asymetric Digital Subscriber Line) - desenvolvida para prover acesso pela linha telefônica. Como o próprio nome diz, ela é assimétrica, ou seja, as velocidades de download e upload são diferentes. Do total de conexões de Web veloz no País (8,2 mil), 5,9 mil são feitas por esta tecnologia. Em segundo está a TV por assinatura, com cable modem, com 1,9 mil, de acordo com o site Teleco, que monitora o setor de telecom.

Apesar da maior parte dos acessos banda larga existentes no Brasil serem providos por operadoras de telefonia fixa ou de TV por assinatura, eles não são os únicos a oferecerem estes serviços ao mercado. Há 1.761 outros provedores menores de conexão rápida presentes em 74,2% dos municípios brasileiros.

Como medir

A velocidade de sua conexão à Internet depende não só das características técnicas de seu acesso como também do tráfego, dia e hora. Por isso deve fazer várias medições para saber a estabilidade de seu acesso. Existem diversos sites que oferecem medição.

As próprias prestadores colocam a disposição do assinante, basta solicitar. Exemplos de sites medidores:

  http://www.pcpitstop.com/Internet/bandwidth.asp;

  http://www.hwn.com.br/medvel;

  http://www.numion.com/;

  http://www.pcativo.com.br/nosso_teste.asp?4,29943263530731E+21;

  http://www.rjnet.com.br/1velocimetro.php

Tabela

1 Kilobit (ou Kb) = 1024 bits
1 Megabit (ou Mb) = 1024 Kilobits
1 Gigabit ou (Gb) = 1024 Megabits




E afinal, o que o mercado espera de você?

Closeup of a happy young woman smiling isolated on white background 

Até que ponto a busca pelo conhecimento afeta você?

 
Dizem que vivemos numa era como nunca vista antes - a Era da Informação. Existe informação disponível sobre tudo e todos a qualquer momento. São blogs, vídeos, artigos, revistas, cursos de todo e qualquer assunto que se possa imaginar e necessitar. Diante disso, a difícil pergunta que surge é: O que, onde, como, por que e para quê vou precisar aprender algo novo?

Talvez não nos apercebamos disso de modo tão pleno, mas toda essa enxurrada de informação e conhecimento disponível transformou a nossa vida, levando-nos por um caminho sem volta. Não podemos mais nos dar ao luxo de não absorver novas informações. Se não atualizarmos constantemente nosso conhecimento, seremos substituídos por aqueles que o fazem. Na verdade, o processo de aprendizado passa a ser contínuo, onde mal terminamos de estudar algo novo e quase sempre temos de atualizar o que aprendemos.

Você cursou a faculdade? Sinto ao dizer-lhe que isso não lhe prestará para muita coisa. Talvez até 2/3 de todo o conhecimento adquirido numa faculdade já estará desatualizado no momento em que se formar.

Acha exagero? Pois não é. O que você tira de real proveito num curso de graduação é a melhoria na capacidade de absorção de novos conhecimentos, na capacidade de análise crítica e a síntese da profissão escolhida. Isto é, se estudou direito, ao sair da faculdade terá subsídios para aprender algo realmente aplicável sobre direito. O mesmo se dá em outras áreas. Se não, para que serviriam os programas de trainee? Então não vá “se achando”, só porque fez uma faculdade, porque isso não é um passaporte para o sucesso, é apenas um passo na tentativa de evitar o fracasso profissional.

Em outro aspecto da gestão individual do conhecimento, devemos notar que as grandes empresas querem saber o que e onde você cursou a sua faculdade. As instituições de primeira linha, compostas por, na sua maioria, “filhinhos de papai”, formam uma fila de profissionais que disputarão as mesmas vagas de trainee que você disputará. Se a sua faculdade não for de primeira linha, a única vantagem que você tem sobre seus concorrentes é que, enquanto você estudava com afinco e anotava cada palavra que seu professor colocava naquele quadro negro com giz, os outros estavam sentados em salas climatizadas, navegando no Orkut através da rede wireless da faculdade enquanto o professor, utilizando-se de recursos de última geração, fazia uma chata aula expositiva.

E o que dizer do MBA? Se você ainda não acrescentou essas três siglas no seu currículo, pode ter certeza de que perderá 1/3 de todas as chances de conseguir um bom emprego. Hoje, todos desejam uma especialização. A má notícia é que quase todos podem ter. Entre MBAs em gestão disso e daquilo, podemos fazer uma lista com uns cem nomes diferentes. Não se surpreenda se em pouco tempo surgir MBA em Gestão do Lar ou MBA da Criação de Filhos, porque quase tudo em pós-graduação que vier depois da sigla tornou-se um apelo da faculdade pela busca de novos alunos.

A melhor especialização que existe é o “MBA da vida”. É aquele em que aos 14 anos você já trabalha, estuda e não ganha mesada. É aquele onde você “ralou” fazendo de tudo e, aos 18 anos, depois de limpar todas as suas economias da poupança, conseguiu comprar aquele fusca com motor quase fundido e funilaria por fazer. Isso sim é MBA. O resto vai lhe acrescentar mais conhecimento perecível e vai lhe trazer benefícios também perecíveis. O “MBA da vida”, entretanto, lhe trará benefícios duradouros.

Acho incrível como as pessoas sonham com o sucesso que um certificado de curso superior possa dar. As próprias faculdades usam palavras como “realização, sucesso, superação e conquista”. Porém, passados os anos de estudo, você sai do sonho e chega à realidade, que aparece, na verdade, bem diferente daquele sonho. Descobre-se, então, que tudo aquilo não passava apenas de ilusão. Quantos estudantes de direito vislumbram a possibilidade de serem juízes, promotores e outros cargos desejáveis, mas ao se formarem sequer conseguem passar no exame da ordem?

De quem é a culpa de tudo isso? A culpa é de todos. Leia-se “todos”, o mercado, a concorrência, os facilitadores do conhecimento, a tecnologia, nós e até o seu cachorro. É, até seu bicho é culpado por tudo isso. Pois hoje tem psicologia, massagem, acupuntura, escovação e dezenas de outros cuidados para o seu animal. Por quê? Porque os cachorros já não são mais como antigamente. Eles têm vontade própria, sentimento, são emotivos e são tratados como gente. É por essas e outras mudanças que as coisas estão tão difíceis no mercado de trabalho, pois a maioria dos profissionais é ensinada a ver o mercado como ele foi e não como é.

Um exemplo clássico disso são os cursos de profissões regulamentadas. Eles formam dentistas, médicos, advogados, psicólogos e não médicos-empresários, dentistas-empreendedores, advogados-administradores. Aí a faculdade despeja todos os anos milhares de profissionais que, nos melhores casos, só sabem cuidar de dente, de doença, de leis, mas não de finanças, negociação, precificação ou administração.

E o que o futuro nos reserva? Não sei, mas uma das coisas de que tenho certeza é que a concorrência profissional vai aumentar a cada dia. Aliás, já estou tomando meus cuidados porque vejo que se não me atualizar logo, em pouco tempo perderei meu emprego para minha própria filha, que hoje tem três anos.

Minha preocupação é justificável por diversos fatores. Meu primeiro contato com um telefone celular se deu aos 22 anos, a Internet aos 23, câmera digital aos 28 anos, voip aos 30 e Youtube no mês passado. Já a minha filha com três anos de idade fala ao celular, tira foto com a câmera digital, usa o controle remoto, DVD, home theater e, ao utilizar o Skype exige a web cam. Só não usa a Internet, porque não sabe ler e escrever. No meu tempo, desenho animado era Pateta, Pato Donald, Mickey Mouse e semelhantes. Hoje eu só a ouço falar em Backyardgans, Lazytowne Clifford e Barney. Onde é que vamos parar? Acha exagero? Pode achar o que for, mas é certo que você deve tomar cuidado.

O que, afinal, o mercado quer de nós?

Ele quer profissionais multi-qualificados, multi-tarefeiros, multi-habilidosos, poliglotas, que sabem trabalhar sob pressão, que buscam resultados. Que não precisam dormir, sem problemas emocionais, inteligentes, que sabem se vestir, falar, ouvir, sentir, compreender e se fazer ser compreendidos, ágeis, com todo o tempo livre, abertos a mudanças, atualizados no conhecimento, ao mesmo tempo especialista e generalista, com visão sistêmica, adaptáveis, honestos e com perfil de liderança. Só isso! Portanto, pare e reflita:

 

Até que ponto a busca do conhecimento afeta você?

 

Anderson Hernandes
Palestrante e Consultor Especialista em Marketing.

Fonte: http://www.rh.com.br

Assistente de Recursos Humanos

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Guia de Profissões – Assistente de RH

Descrição do Cargo

Realizar tarefas envolvidas na organização e controle de recursos humanos, através da definição de normas e políticas, que visem dotar a empresa de uma força de trabalho qualificada e eficaz. Auxilia nas diretrizes para implantação e/ou desenvolvimento de programas de administração de salários e benefícios, treinamento, desenvolvimento, avaliação de desenvolvimento, planos de carreiras e sucessões.

Formação

Para atuar na área de Recursos Humanos/Administração de Pessoal, o profissional deverá preocupar-se em realizar cursos de especialização e pós-graduação na área. Além disso, é importante estar atualizado sobre as novidades da área e ter conhecimentos em outro idioma. Atualmente, entre os assuntos mais abordados na área é possível destacar as novas técnicas de treinamento, motivação dos funcionários e aumento da produtividade.

Formação Básica

Ensino médio acrescido de cursos profissionalizantes nas áreas de Administração e Recursos Humanos.

Visual Dicas recomenda

Entre outras alternativas para manter-se atualizado na área, apresentamos os cursos oferecidos pela Visual Dicas Cursos Online:

Técnicas Administrativas

Língua Estrangeira

Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho é promissor para os profissionais desta área.

Fonte: Catho Online

01/06/2008

Qualidade no Atendimento é Vital

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Qualidade no atendimento é vital

(por Sílvio Luzardo*)

 

Uma de muitas histórias que se repetem em nosso cotidiano:


O cliente foi, por conta própria ("Ei!, cadê o vendedor, sumiu...") até ao caixa, pagou o que devia (Hum, essa moça tá com uma cara terrível, carrancuda... nem um "boa tarde"), esperou a Nota Fiscal ("Vai demorar!!!, ouviu uma voz ríspida - a impressora está emperrada!! O Sr. não quer sentar um pouquinho e...), procurou onde retirar a sua compra ("O Senhor desculpe, mas sou novato aqui e ninguém me ensinou direito o que tenho que fazer...", ouviu, em vez de um "muito obrigado, volte sempre!") e se encaminhou, desamparado, para fora da loja, levando também a nítida impressão de que o vendedor havia exclamado "Graças a Deus! Já vai tarde!", por ter entrado àquela hora...


Histórias como essa proliferam no boca-a-boca sobre reclamações pelo mau atendimento. Além disso, comprometem uma organização, contribuem para desfazer a imagem de serviços e, principalmente, acabam afastando também outros possíveis clientes, afetados pela mensagem negativa que corre mundo afora. Em meus treinamentos, na área de Qualidade no Atendimento ao Cliente (são mais de dois mil alunos, em diferentes regiões do país), a tônica é: "naquela loja, naquele mercado, naquela farmácia, eu não vou nunca mais!". Isto é, os próprios instruendos, que são pessoas esclarecidas, revelam suas preferências e apontam seus rótulos. Atendimento, portanto, é coisa séria e que merece nossa atenção imediata.

Mais do que nunca, numa época de acirrada concorrência, do surgimento de novas empresas e novos serviços, com o comércio tradicional enfrentando também a abertura de novos nichos no mercado e novas formas de vender produtos e serviços (da economia informal à tecnologia da Internet), é preciso atentar para a questão do Atendimento ao Cliente.

 

Sem dúvida alguma, a implantação de uma política e de um programa de Atendimento de Excelência se faz impor, com urgência, no planejamento e na ação das empresas. O cliente continua escolhendo preço, mas a novidade é que está agregando qualidade. E essa qualidade pode estar no produto, pode estar no atendimento ou em ambas. Não podemos vacilar. O cliente de hoje é mais exigente, mais qualificado, mais interessado naquilo que deseja ou consome.

Muitas empresas já perceberam que o atendimento faz parte do seu "marketing". E mais: faz a diferença. Talvez seja uma de suas armas mais eficientes e baratas. E estão investindo na melhoria de seus quadros, qualificando seus funcionários e colaboradores, exigindo mais atenção, presteza e eficiência nos serviços suplementares (que se refletem indiretamente no atendimento, serviços de recepção, entrega, malotes, administração, cadastro, empacotamento etc).

 

Significa dizer que a Qualidade no Atendimento não é uma "ação de só sorrisos" da linha de frente, mas um conjunto de iniciativas permanentes e uniformes que tem um objetivo: tratar o cliente como se fosse uma pessoa especial, envolvendo-se com suas necessidades e expectativas...

 

Acredito, pela vivência e pelo contato que tenho tido com o público e, ainda, baseado nas estatísticas obtidas pelos PROCONS que, alguns setores já estão melhores que outros. Alguns estão evoluindo, turismo, hotelaria, supermercados, butiques, farmácias. Outros, principalmente os prestadores de serviços, fornecedores, devem refletir. Uma consulta ao PROCON dará uma exata noção das melhorias e dos resultados negativos.

 
Cabe, entretanto, formular alguns requisitos que julgo indispensáveis para auxiliar os dirigentes e empreendedores que estão investindo e refletindo sobre tema tão palpitante: como conquistar o cliente, definitivamente! Isso implica, necessariamente, em compreender que a organização deve pensar como um todo, um conjunto harmonioso, vestindo a mesma camisa, dirigentes, gerentes e colaboradores devem comungar das mesmas metas e compartilhando, dia-a-dia, os êxitos e os percalços.

É fundamental que exista o espírito de corpo na organização e esse é o primeiro difícil passo: como alcançar essa meta tendo pessoas diferentes em diferentes setores? Alcançar a uniformidade precisa, necessariamente, serem avaliados os seguintes quesitos:


Reconhecer a importância da qualidade no atendimento
Tomada a decisão de priorizar o atendimento ao cliente, o dirigente deve se envolver integralmente no processo. Se isso não ocorrer, provavelmente não terá êxito.


Verificar como anda o atendimento atual
É o primeiro referencial, ponto de partida. A uniformidade, apresentação pessoal dos funcionários, o ânimo do atendimento, motivação, habilidades de tratamento. Pesquise junto ao público interno e externo.


Implantar uma filosofia de qualidade
Uma bandeira precisa estar sempre desfraldada para se tornar bela. Assim é a "filosofia". Todos devem transpirá-la na maneira de ser e de atender.


Definir qual é, realmente, a missão da empresa
A equipe deve conhecer a missão, para poder moldar-se a ela. Deve ser pensada e repensada, compartilhada entre todos e não apenas um slogan trivial.


Delimitar as metas e fornecer os meios para alcançá-las
As metas podem ser de curto, médio e longo prazo. A todas a equipe deve ter acesso para poder abraçar a causa. Os sucessos individuais e coletivos devem ser comemorados e exemplificados.


Verificar o nível de capacitação e comprometimento da equipe
Conhecer as competências e as habilidades pessoais de cada um valoriza o grupo e permite estímulo profissional. Levanta a estima e aumenta o rendimento.


Investir no treinamento de "toda" da equipe
A qualificação permite aprimorar a técnica e o tratamento, relações humanas e qualidade no atendimento. Mas não deve ser para alguns e sim para todos, inclusive dirigentes e empreendedores.


Conversar pessoalmente com os clientes
Uma prática indispensável. Uma conversa franca, objetiva e sincera pode lhe auxiliar no delineamento daquilo que os clientes esperam da sua empresa.


Implementar reuniões de dupla-via
A troca constante de informações, idéias e sugestões em regime de dupla-via, entre dirigentes e colaboradores internos é uma das mais eficientes ferramentas para se alcançar o comprometimento e a motivação. E atenção: retire a palavra "cobrança" do seu vocabulário.


Criar incentivos e premiações para os integrantes da equipe
Os incentivos não precisam ser necessariamente em moeda. Há muitas maneiras de se premiar o desempenho e a eficiência das pessoas que trabalham na equipe.


Desenvolvendo comunicações internas e externas de alta freqüência
As suas decisões alcançam todos os interessados? Existe a prática da comunicação interativa voltada para o esclarecimento e a orientação do cliente? Como anda o feedback? As informações são oportunas, claras e objetivas?


Promover a integração afetiva, social e cultural da equipe
Item indispensável hoje em dia na busca do sucesso. Ela começa na sintonia das partes e na harmonia do conjunto. Estimular eventos, promover competições esportivas e sociais, valorizar o lado humano e apoiar a área afetiva são requisitos que o dirigente moderno deve acrescentar às suas responsabilidades como empreendedor.

 

* Silvio Luzardo é Bacharel em direito, consultor e instrutor do SENAC-SC.


Fonte: http://www.rh.com.br

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