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29/09/2008

Dez passos para voltar ao mercado de trabalho

Dez passos para voltar ao mercado de trabalho

(por Vicky Bloch*)


A perda do emprego está entre as piores experiências da vida, como a morte de uma pessoa próxima ou a notícia de uma doença grave. Mas é possível dar a volta por cima mais rápido quando se tem ajuda. Nosso intuito aqui é compartilhar o que aprendemos e ensinamos aos nossos clientes. Por isso, elaboramos uma lista com dez passos que devem ser seguidos por quem pretende manter-se atuante no mercado.

Vale lembrar que deixar de fazer parte dos planos de uma empresa é muito mais comum hoje, mesmo para os mais competentes profissionais. Por isso, prepare-se para mostrar as suas habilidades e boa sorte!

1 – Ao receber a notícia de que está sem emprego, a primeira coisa a fazer é ir para casa e administrar suas emoções. Depois, com mais tranqüilidade, faça uma descrição de como se apresentaria a um futuro empregador, sem falar mais do que três minutos. Isso fará com que desenvolva um raciocínio lógico a respeito de sua saída e afaste a influência de suas emoções numa apresentação;

2 – Faça uma lista de todas as situações, problemas, projetos e trabalhos que você resolveu em sua vida profissional. De que forma fez isso e quais foram os resultados que a empresa obteve com suas ações. Além de fornecer um importante material para seu currículo, este exercício vai deixá-lo mais preparado para as entrevistas;

3 – Procure identificar quais foram as competências que você usou para alcançar os resultados apontados. Elas te darão uma dica sobre em quais circunstâncias você é mais bem aproveitado, ou seja, onde pode gerar mais resultado. E, assim, poderá enxergar melhor o seu perfil. Isso é útil para seu currículo, para seu desempenho nas entrevistas e para a escolha do tipo de empresa em que você gostaria de trabalhar;

4 – Só então, com todo este material, é que se deve escrever o currículo. Ele deve ser muito claro: logo no topo, após seus dados pessoais, especifique qual é o seu objetivo de trabalho. Todo o restante deve justificar esse objetivo. A forma da redação deve facilitar a leitura: dados pessoais (apenas seu nome e meio de contato); objetivo profissional; experiência profissional (nome de cada empresa em que trabalhou, período e principais atividades realizadas e resultados obtidos); formação acadêmica; cursos de especialização (só os mais importantes) e idiomas;

5 – Faça uma lista dos nomes de todas as pessoas com as quais você se relaciona, desde colegas de trabalho, chefes, até amigos de faculdade ou mesmo dos pais dos alunos da classe de seu filho. Toda pessoa que você conhece pode ter uma informação importante para o seu projeto de ter um novo trabalho. Ao lado de cada nome, anote qual será seu objetivo ao falar com aquela pessoa. Atenção: sua intenção não é pedir ao outro que resolva o seu problema, mas que lhe sinalize oportunidades, que conte para outras pessoas sobre seu projeto e/ou lhe abra novas oportunidades. Está provado que 80% das chances de recolocação estão na boa utilização da rede de contatos;

6 – Pesquise quais são as empresas de seleção para as quais você pode mandar o seu currículo. Mas não fique parado, esperando ser chamado. As entrevistas, claro, só surgem se houver uma vaga que se encaixa ao seu perfil. Não se esqueça da internet. Existem inúmeros sites de busca de candidatos;

7 – Prepare-se para as entrevistas. Peça a alguém da sua confiança – se conhecer um profissional de Recursos Humanos, melhor ainda – para exercitá-lo com perguntas que te desafiem e o deixem pronto para falar sobre você. Quando receber uma proposta de emprego e tiver dúvidas sobre algum pacote de salário e benefícios, procure se aconselhar com um profissional da área de RH;

8 – Não descuide da sua aparência pessoal. É importante manter a forma física, cabelo e barba aparados, unhas bem cuidadas e usar roupas discretas, adequadas a um processo profissional de seleção;

9 – Faça um orçamento pessoal com uma projeção para seis meses. Mas não corte gastos que podem ser fundamentais na busca por um novo trabalho, como assinatura de um jornal ou revista e a presença em eventos que permitam ampliar sua rede de relacionamentos. Se puder, evite cortar despesas que afetem suas relações familiares, como tirar o filho da escola particular, não comprar uma lembrança de aniversário de casamento para a esposa, etc. Enfim, os familiares, como os amigos, são o nosso maior suporte neste processo de transição;

10 - E, por fim, cuidado com o sonho do negócio próprio. Se quiser considerar qualquer alternativa autônoma, lembre-se de que para isso é preciso analisar seu perfil com cuidado, preparar-se, planejar e pedir ajuda a quem entende do assunto. Às vezes, investimos todo o nosso patrimônio num sonho ou em projetos de outros em busca da “liberdade” e acabamos prisioneiros de problemas. Não há milagre, nem ganho fácil nessa opção.

Lembre-se que o emprego, com carteira assinada, é cada vez mais escasso. Hoje, uma grande parte dos trabalhadores brasileiros já atua com contratos alternativos. O importante é trabalhar e receber uma remuneração justa, seja como empregado ou prestador de serviços. O segredo de se manter atraente para o mercado está em valorizar as suas competências e desenvolver novas. Sempre haverá lugar para pessoas que cuidam de suas carreiras.


*Vicky Bloch é psicóloga e presidente para o Brasil e América Latina da DBM, consultoria líder mundial em orientação de carreiras.

Fonte: Artigo extraído do Jornal on Line Sua Carreira - Site Empregos.com.br: www.empregos.com.br.

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