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23/03/2009

E você, é do tamanho de suas atitudes?

Você é do tamanho de suas atitudes

Evaldo Costa

 

Você é um profissional com muitos anos de experiência e acha que precisa reciclar seus conhecimentos? Você é um empresário que conseguiu prosperar, mas encontra dificuldades para manter a empresa nos trilhos do sucesso? Está começando a sua vida profissional e quer saber os desafios que terá pela frente? Se você respondeu sim a pelo menos uma das questões acima, recomendo que leia esse artigo com atenção, pois ele foi feito sob medida para você.

 

Vivemos uma época de grandes desafios em que tudo evolui rapidamente. As pessoas mudaram, os clientes não são mais os mesmos, o modo de gerir empresas e de ganhar dinheiro também não. Muitos dos que prosperaram tentam resistir às evidências, como se manter na zona de conforto, fosse possível. A sabedoria de mudar no tempo e na proporção exata são méritos de poucos. Já os que tentam resistir a esse cenário, pagam, quase sempre, um preço bem alto. Não importa qual seja o seu negócio. Ele será sempre um negócio de pessoas e não de produtos ou serviços.

 

Durante mais de três décadas, tenho prestado consultoria a várias organizações em todo o Brasil, entrevistado muitos executivos para posições estratégicas e, em algumas ocasiões, servindo como coach a empresários de sucesso. Quase sempre que sou solicitado é porque eles não conseguiram resolver sozinhos os seus problemas. Até aí nenhuma novidade, pois é assim mesmo que tem de ser. Afinal de contas, se percebemos o sintoma de uma doença o melhor mesmo é procurar um especialista para diagnosticar, não é mesmo?

 

Mas, o que mais chama atenção, é constatar que a maioria das demandas é para corrigir algo que não vem funcionando bem e poucas vezes para otimizar processos que estão fluindo naturalmente. Isso induz a crer que estamos sendo mais corretivos que proativos. Ou seja, como tendemos à zona de conforto, passamos boa parte do tempo apagando incêndios, quando poderíamos poupar muito mais energia se estivéssemos sempre realizando pequenos ajustes de rotas em direção às demandas do mercado.

Você concorda que não vendemos mais produtos e sim soluções? Se você concordou, e trabalha em uma empresa, vou lançar aqui um desafio: pegue, agora mesmo, enquanto lê esse artigo, papel e caneta e relacione três ações em andamento - não as que gostaria de implementar, mas que esteja realizando hoje - que garantirão sintonia fina com os anseios dos seus clientes, fornecedores e funcionários.

 

Feito isso, proponho que selecione mais três pessoas da organização (um superior, um subordinado e outro do mesmo nível que você) e peça que façam o mesmo. Daí, recomendo que verifique o seguinte: todos conseguiram identificar os pontos sugeridos? Os itens afloraram com espontaneidade, ou vocês tiveram que pensar um pouco antes de encontrá-los? Os tópicos relacionados foram coincidentes ou houve divergências? Se o exercício revelou sintonia perfeita, esteja certo de que há uma força motriz poderosa gerando sinergia para levá-lo aonde deseja, porém se isso não aconteceu é melhor repensar o seu negócio.

 

Vou tentar ajudar na reflexão sobre o assunto. Partindo do pressuposto que todos desejamos ter muitos clientes comprando de nós, que clamamos por um negócio rentável e próspero, desejamos clientes para sempre etc, então sabemos que respeitar o tempo deles - principalmente para os que vivem nos grandes centros urbanos - é importante, não é mesmo? Daí, eu pergunto: o que estamos fazendo para poupar o tempo do nosso cliente?

 

Recentemente, fui ao dentista para fazer exames preventivos. Marquei o primeiro horário disponível pela manhã, às 7h30. Foi à forma que encontrei de ter mais tempo livre para minhas atividades. Li quase tudo que havia na sala de espera. Eram 8h30 quando ela entrou elegante, perfumada e com os cabelos ainda molhados para começar o atendimento. Você acha que ela estava preocupada com o meu tempo? Você acha que eu gostei de esperar tanto e, ainda por cima, ter que mudar alguns compromissos? Você acha que eu pretendo ser um cliente fiel dela? Acertou na mosca se respondeu não a todas as questões.

 

Anualmente, faço uma bateria de exames para saber das minhas condições de saúde. Da última vez que o fiz, de posse dos exames e com antecedência de uma semana, marquei a consulta. Chegando lá, também, tive que esperar quase duas horas para ser atendido. Você acha que aquele médico estava preocupado com as minhas necessidades? Provavelmente, ele achou que eu fosse seu paciente, mas na verdade tudo que desejava seria ser seu cliente. Infelizmente, ele não entendeu assim e, eu não tive outra escolha, senão cobrar dele as duas horas que fiquei aguardando.

 

Minha esposa precisou trocar de carro e pediu-me que lhe ajudasse nesta tarefa. Como não dispúnhamos de muito tempo para visitar as lojas, mantivemos contatos, por telefone, com meia dúzia de vendedores no intervalo de uma semana. Adivinhe quantos deles retornaram os nossos telefonemas para nos oferecer um carro? Acertou se respondeu nenhum, até porque somente um dentre todos se interessou em pegar o nosso número de telefone. Daí, eu pergunto: eles estavam preocupados com o nosso problema? Acho que não, não é mesmo?

 

Nesses tempos, em que a qualidade dos serviços, o atendimento otimizado e o desejo de manter clientes encantados são as palavras de ordem; ganha aquele cuja atitude seja capaz de transformar visão em ação e desejo em realidade. E, nesse contexto, ser apto a atrair para o seu lado pessoas proativas, motivadas, bem preparadas e abertas a mudanças podem ser o limite entre o céu e o inferno. Lembre-se que acompanhados vamos mais longe e se pudermos contar com gente talentosa que vê nas dificuldades oportunidades, seguramente, iremos muito mais longe ainda e felizes.

Pense nisso, boa semana e até breve.

Evaldo Costa

Fonte: RH.com.br

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